terça-feira, 31 de julho de 2012

MERGULHANDO NOS SUBTERRÂNEOS DA CIDADE DE LISBOA - O RESERVATÓRIO DA PATRIARCAL - PORTUGAL








O Museu da Água foi inaugurado em 1 de Outubro de 1987 e inclui quatro núcleos dois dos quais o Aqueduto das Águas Livres e o Reservatório da Patriarcal. Construídos entre o século XVIII e XIX, encontram-se intimamente ligados à história do abastecimento de água à cidade de Lisboa. O seu interesse é tal que foi galardoado com o Prémio do Museu do Conselho da Europa.






Localizado no subsolo do Jardim do Príncipe Real, o Reservatório da Patriarcal foi projectado em 1856 pelo engenheiro francês Mary, engenheiro do departamento do Sena. Construído entre 1860 e 1864, este reservatório tornou-se, então o mais importante na rede de distribuição de água da zona baixa da cidade.





No século XX, finais dos anos quarenta, o Reservatório da Patriarcal foi definitivamente retirado de serviço.

Graças ao projecto de recuperação e reutilização da autoria do Arquitecto Varandas Monteiro, foram criadas condições de visita permanente, bem como a realização de actividades culturais como concertos e exposições.






Para nós que participámos na visita foi uma agradável surpresa. E, em tantos anos que andámos lá por cima, mal adivinhávamos o mundo de certa forma estranho e belo que existia debaixo dos nossos pés.



(Fotografias tiradas em Julho de 2012, informações retiradas de pequena brochura entregue durante a visita)









sábado, 28 de julho de 2012

LISBOA CIDADE DAS SETE COLINAS - MIRADOURO DE S. PEDRO DE ALCÂNTARA - (PORTUGAL)















Miradouro de São Pedro de Alcântara, um de entre vários da capital. Espreita a cidade debruçada sobre o Tejo. Esse Tejo cantado e pintado por poetas e por pintores. Esse Tejo ponto de partida para a conquista de novos mundos, fonte de lazer e de paz. 

Lá ao fundo, a Sé de Lisboa mostra as suas duas torres gémeas. Construção sóbria e consistente que reflecte o caris profundamente cristão de grande parte do nosso povo ao longo dos tempos. 

No cimo de uma das sete colinas da cidade, avistamos o castelo que se espraia altaneiro e que tanto fez parte da história da cidade. Histórias verídicas ou do imaginário popular relatam episódios de guerras e escaramuças em que se envolveram os cristãos portugueses e os mouros que andaram pela Península e aqui chegaram. Muitas delas descrevendo situações de valentia e de rara força de carácter. Descortinamos as suas muralhas coroadas por uma mancha verde de frondosos pinheiros mansos constituindo uma moldura de frescura que sobressai no casario de telhados ocre e paredes claras que, hoje, cresce também em altura. 


(Fotografias tiradas em Julho de 2012)



quarta-feira, 18 de julho de 2012

PASSEANDO POR LISBOA DO CHIADO AO PRINCÍPE REAL (PORTUGAL)















O Chiado... Um espaço que foi História. Um espaço que foi musa de quanto poeta, escritor ou filósofo por aqui andou. Chiado, ponto alto de compras das senhoras de Lisboa. Zona que foi "chique". Zona que foi ponto de encontro de quem por aqui conspirou, por aqui via e se fazia ver, por aqui era moda e desenvolvia novas teorias e filosofias. E mais ainda esteve ligado aos negócios que se faziam ali bem perto com as Províncias Ultramarinas dos tempos de antigamente.

Hoje, passamos por ruas íngremes. Prédios recuperados. Construções sólidas. Bonitos varandins. Os sempre presentes candeeiros de ferro forjado projectados das paredes. Janelas, torreões, beirados dos telhados cuidadosamente trabalhados. Lojas que vão conseguindo vencer a concorrência das grandes superfícies pela excelência dos serviços e artigos que oferecem e, sobretudo, pelo enorme afluxo de turistas que ali se deslocam, particularmente, nesta altura do ano __ o Verão.   









Subindo a Rua do Alecrim




Vamos subindo a Rua do Alecrim e dirigindo-nos para as zonas do Bairro Alto. Casas antigas, mais velhas e menos cuidadas que, hoje, são objecto de uma maior recuperação. Podemos espreitar as ruas estreitinhas que partem da Rua do Alecrim por onde podemos subir de eléctrico. São vielas calcetadas onde os vizinhos ainda se vão conhecendo apesar de estarem no centro de uma capital. Há pequenas tasquinhas e bares. Galerias de arte, bem como lojinhas "gourmet", incluindo "boutiques" que são, hoje, uma moda no Bairro Alto, sobretudo para a gente nova. Pena é que, por vezes, a "noite" seja tão "desorganizada" e limitada ao consumo de álcool, já que as condições de fazer algo de interessante são excelentes. 



Largo de S. Roque


Chafariz do Miradouro de S. Pedro debruçado sobre a cidade que se espraia a seus pés.






Finalmente, chegamos ao Princípe Real. É um largo com um jardim lindíssimo para onde gentes de todas as idades se deslocam para passar uns momentos tranquilos de repouso ou convívio. As árvores frondosas são convidativas para nos sentarmos nos bancos corridos que salpicam todos os caminhos que cruzam o parque, ou então sentar na relva e, (por que não?), até mesmo deitar. É curioso ver os pequenos grupos de idosos ou homens reformados mais novos que aqui se reunem em mesas para conversarem e jogarem, passando ali os seus momentos livres quando o tempo o permite. Pode-se dizer que é um pequeno oásis no meio do bulício da cidade que está mesmo ali ao atravessar do passeio calcetado.



(Fotografias tiradas em Julho 2012)




  

segunda-feira, 16 de julho de 2012

LISBOA REFLECTIDA NAS SUAS MONTRAS - PORTUGAL






"Lisboa menina e moça...", diz a canção. Mas só os olhos de um poeta a poderão ver assim. Menina, já não é certamente. Moça também não. É uma cidade madura e vaidosa que vai olhando para todo o reflexo que se lhe oferece.

Olha-se... E vê reflectida nas montras os sinais da passagem do tempo. Tempo que vai passando pela menina das sete colinas. No entanto, hoje, também são bem visíveis os restauros e melhorias que vão sendo feitos por aqui e por ali.
Na Rua do Alecrim vemos prédios que se harmonizam com as suas fachadas pintadas de cores alegres (vermelhos, amarelos, azuis...) e as que estão revestidas com azulejos, mais ou menos bonitos, mais ou menos elaborados, mais ou menos artísticos e que tornam tão típica e interessante esta rua toda ela calcetada e rasgada pelos sulcos dos carris dos eléctricos amarelos que lenta e graciosamente vão subindo e descendo aquela rua tão movimentada em horas de ponta.




Aqui e ali portas se abrem para interiores mais ou menos sombrios onde nos encontramos no meio de prateleiras e mesas apinhadas de livros de todo o tipo. Livros antigos para alegria de colecionadores; livros mais baratos para quem, nas livrarias, os acha demasiado caros. Compram-se e vendem-se. Não sei se se pesa como quando eu e o meu irmão eramos crianças. Por falar em crianças e adolescentes, ali estavam livros da nossa infância como a Anita, o Tintim ou Michel Vaillant. Por quanto tempo mais existirão estas lojas que cheiram a passado, será que vão resistir aos apelos do presente? Não sabemos, a tendência de hoje é o "usa e deita fora" __ " até que nem faz mal porque vão para reciclar...". Mas com a crise,quem sabe, possam disso beneficiar?




As galerias de arte estão em voga no Bairro Alto. Mas, e a galeria de arte Galveias entre outras? Será que está em remodelação ou fechou definitivamente?




Cafezinhos com um certo charme, "pizzarias" e restaurantes pequenos mas de bom gosto proliferam e reflectem-nos nas suas vitrinas cristalinas o movimento da rua, misturando-se com a geometria das janelas, a beleza dos varandins e o maior ou menor interesse das fachadas dianteiras, mais ou menos conservadas.




A simbiose entre roupas, peças de artesanato e decoração com as belas sacadas, portas e janelas, dá uma riqueza e uma amplitude da rua que nos permite apreciá-la através da imagem de uma Lisboa que se mira no seu reflexo e se vai tornando renovada, mais moderna e ao nível do Continente em que se encontra, a Europa.



(Fotografias tiradas em Julho de 2012)




terça-feira, 10 de julho de 2012

ESTÁTUAS DE BRONZE PELAS BANDAS DO BAIRRO ALTO E DO CHIADO - LISBOA / PORTUGAL











O ARDINA E EDUARDO COELHO

Passeando por Lisboa, no jardim de São Pedro de Alcântara, encontrámos o primeiro "senhor de bronze"  __  um busto assente num bonito pedestal. Estátua essa erguida em 1904 que representa Eduardo Coelho fundador do jornal Diário de Notícias e, por baixo, a escultura  graciosa dum pequeno ardina que apregoa o famoso jornal. É um conjunto elegante e bonito que merecia, no entanto, um maior cuidado no ajardinamento do canteiro envolvente. Enquanto que o busto de Eduardo Coelho não é mais do que um busto de certa forma semelhante a tantos outros, a representação do rapaz é de grande beleza e simplicidade de "traço", conseguindo transmitir-nos o movimento e a urgência no espalhar da notícia. Mostrando-nos a agilidade e o desembaraço de uma criança ciente da responsabilidade da sua tarefa.





O CAUTELEIRO

Descendo a estreita Rua do Alecrim, deparámo-nos com o espaçoso Largo Trindade Coelho (igualmente conhecido por Largo da Misericórdia), onde se situa a Igreja de S. Roque e pudémos ver a estátua de um homem em pé no meio daquele vasto espaço calcetado. Esta estátua foi erigida por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em homenagem a uma das figuras mais típicas da cidade de Lisboa, o cauteleiro. A sua inauguração coincidiu com a comemoração dos 204 anos de existência da Lotaria Nacional. A estátua de autoria de Fernanda Assis foi inaugurada a 18 de Novembro de 1987.

Trata-se de uma escultura de bronze com 1,78m de altura.  Na escultura estão presentes os traços típicos de um cauteleiro __  O boné com chapinha, o cigarro no canto da boca, uma mão que estende a cautela. E é esta cautela que ele solicitamente oferece ao passante...






O POETA «CHIADO»

Mais abaixo, chegámos ao Chiado. No geral, acredita-se que o Largo do Chiado se chama assim em homenagem a um escritor/poeta do séc. XVI, António Ribeiro. Mas a verdade é outra. Foi o escritor que tomou o nome daquele "sítio" de Lisboa, que por sua vez vinha de um botequim daquele local e do seu taberneiro.
António Ribeiro "Chiado", nasceu na região de Évora, possivelmente em 1529(?), é um dos autores mais marcantes da chamada escola vicentina. António Ribeiro, de alcunha «CHIADO», era um frade franciscano que abandonou a vida conventual para se dedicar à vida boémia de Lisboa.

Bom observador da vida popular, levou ao palco a linguagem, as preocupações e os costumes das camadas humildes da população, com os seus tipos sociais característicos, à maneira do mestre Gil Vicente, autor que «Chiado» imitava conscientemente, mas sem o sentido teatral daquele. «Chiado» ficou mais conhecido pelas suas polémicas, do que pelas suas peças teatrais. "Apesar de não ser muito douto, tinha verdadeiro talento e bastante conhecimento das boas letras. Improvisava versos com a maior facilidade, mais pelo impulso da natureza que da arte, sendo os seus versos muito jocosos e joviais".

Perguntamo-nos: Sentado do cimo do seu pedestal que pensaria e que escritas faria sobre a sociedade que vai vendo passar desde 1929, altura em que foi colocado num dos extremos deste largo que ele tanto frequentou?!...

Tal como em toda esta zona, quanta História por ele tem passado! Que "manancial" para as suas peças teatrais...

 





FERNANDO PESSOA

Em frente e do outro lado da Praça, está outro "senhor de bronze", considerado um dos maiores poetas portugueses. Também ele está sentado em pleno Chiado vendo Lisboa passar. Uma mesa, a sua cadeira e outra cadeira vazia... Talvez um convite para quem queira sentar-se junto de quem tanto tinha para dizer, tanto para sentir que um só nome não lhe bastou. Um poeta de quem aprendi a gostar. Fernando Pessoa, e tantos heterónimos. Ele próprio dizia: __" NÃO SEl QUEM SOU, que alma tenho..."

Para além disso, foi muitos outros "eus": foi tradutor, trabalhou em várias firmas da capital.  Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa.


Hoje, está ali pronto para estar com quem com ele se sentar. Porém, distante, um pouco ausente no seu mundo de poemas sofridos, de dúvidas e de tantos talentos...


"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

(Fernando Pessoa)




(Fotografias tiradas em Julho de 2012 e informações retiradas da NET)




UMA BARBEARIA À MODA ANTIGA NO CHIADO, EM LISBOA - PORTUGAL






A barbearia Campos é uma barbearia à moda antiga, localizada em pleno Chiado. Inaugurada em 1886, mantem o mobiliário e a fachada. A entrada não engana com a sua  porta de madeira pintada e a tabuleta a dizer ´cabelleireiro´.



Lá dentro podemos ver cinco cadeiras de costas redondas e um balcão estreito com as tigelas e os pincéis da barba; as bacias encastradas para lavar cabeças dispõem-se noutra bancada corrida situada atrás; estão expostos os mais diversos apetrechos que hoje têm apenas um significado histórico e constituem curiosidades que encantam portugueses e estrangeiros que propositadamente ou por acaso lá entram. Destas salienta-se a velha "relíquia" utilizada para passar as toalhas. 



Quando entrámos, dois rapazitos estrangeiros cortavam o cabelo enquanto os respectivos pais aguardavam sentados naquelas cadeiras onde esperaram a sua vez: Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Vasco Santana, Aquilino Ribeiro, o rei de Itália - Umberto II, e tantas outras personalidades portuguesas e estrangeiras que fizeram parte da história da nossa cidade . Sim, porque isso de se fazer um corte à barbearia Campos não é para todos...




O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos e tradicionais da cidade de Lisboa. Localiza-se entre o Bairro Alto e a Baixa Pombalina.

Em 1856, com a criação do Grémio Literário, um clube dos intelectuais da época, o Chiado tornou-se o centro do Romantismo Português, ponto de passagem obrigatório para quem queria ser conhecido na cidade. O escritor Eça de Queiroz na sua obra "Os Maias" fazia grande referência ao Chiado e ao Grémio Literário.

Na década de 1980, devido à mudança nos hábitos dos Lisboetas e à inauguração do centro comercial Amoreiras, o Chiado ficou decadente.

Em 1988, na madrugada do dia 25 de agosto, entre as 3 e as 4 da manhã, deflagrou um incêndio no edifício Grandela, que viria a tomar grandes proporções alastrando-se a mais dezessete edifícios. O Chiado ficou destruído e a sua reconstrução levou toda a década de 1990, ficando o design a cargo do arquiteto Álvaro Siza Vieira.

Hoje, o Chiado voltou a ser um importante centro de comércio de Lisboa, sendo uma das zonas mais cosmopolitas e movimentadas da Capital Portuguesa. Foi isso que encontrámos naquela agradável tarde de Sábado.




(Fotografias tiradas em Julho de 2012 e algumas das informações retiradas da NET)





segunda-feira, 9 de julho de 2012

O ELÉCTRICO PELA CIDADE DE LISBOA - BAIRRO ALTO / PORTUGAL







O eléctrico (linha 28) faz um percurso turístico, passando pelas zonas mais antigas da cidade...



O elevador da Glória traz-nos da Praça dos Restauradores até cá a cima ao Jardim do Miradouro de S. Pedro de Alcântara no Bairro Alto...

(Fotografias tiradas em Julho 2012)


Mas ainda há o eléctrico da Rua do Alecrim que muitas vezes apanhava para ir e vir da Faculdade no Príncipe Real ao Cais do Sodré de onde saía ou apanhava o combóio da Linha de Cascais... E tantos outros... muitos dos quais não conheci. 

Foi em alguns daqueles eléctricos que vi pendurados miúdos na rectaguarda fugindo aos olhares do revisor ou guarda-freio, apanhando boleia à custa de atrevimento e ousadia... Miúdos atrevidos, garotos que não sei se os há hoje.

Sentados nos seus bancos corridos com as suas janelas totalmente abertas  no Verão, somos capazes de ver com mais pormenor os prédios com os seus azulejos mais ou menos preservados; sentir o ar mais fresco e por vezes um pouco mofento sair das portas e janelas abertas que vão desfilando quase junto a nós; de ouvir o badalo da sineta anunciar a passagem do eléctrico com o seu característico barulho metálico das rodas nos carris; somos quase capazes de roçar as gentes que passam a pé nos estreitos passeios calcetados daquelas ruas e vielas também estreitas e muitas delas ainda hoje revestidas com os seus cubos de pedra luzidios pelo desgaste do tempo em vez do asfalto de outros sítios;  podemos sentir os peões por quem passamos duma forma tão próxima que nos parece que seria possível falar-lhes, senti-los, tocar-lhes ... Perguntar-lhes por Lisboa.

E que dizer de um dia soalheiro de Primavera?!... Passear de eléctrico por Lisboa antiga é talvez a forma mais agradável de sentir esta cidade que tanto tem para contar e para mostrar.

Que saudades do tempo em que "corria" pela íngreme ruela do Elevador da Glória que me trazia da Baixa até ao Bairro Alto ou pela Rua do Alecrim a ver quem chegava primeiro. O eléctrico tem prioridade sobre os outros meios de transporte, embora tenha que obedecer às mesmas regras de trânsito... Sim, que saudades dos tempos em que ainda assim lhe tomava a dianteira e, no fim, chegava fresca como se tivesse ido dentro dele.



O ELÉCTRICO

(Pintura de  Real Bordalo)



Apanho o eléctrico amarelo à pendura,
Agacho-me para o condutor não ver,
O que as tintas, e pincéis de seda pura,
Imortalizaram numa tela sem perceber.

Miúdo traquina pendurado na pintura…
Brincando às escondidas sem saber,
Que um pincel o apanhou com ternura.
Viaja de graça num quadro sem o ter…

E salta para o chão em andamento.
Abala, embalo, travo e não me estalo…
E o Mestre pinta na tela o movimento.

E ficam as cores arco-íris nas telas.
Os putos, os eléctricos e as vielas.
Lisboa é toda sua! Real Bordalo.


(Poema de Rogério Martins Simões)