segunda-feira, 30 de abril de 2012

A NOSSA CASA VELHINHA








Que não fiquem debaixo do cimento
mais de vinte anos de alegria e dor.
Não lhe pintem a chuva, o sol, o vento,
que a cor do tempo é mesmo assim: vaga e incolor.


Imagens pintadas na alma,
Cravadas no coração,
Na lembrança de quem ali viveu,
E na memória de quem não esqueceu...

Fendas e manchas deixadas nas paredes,
Outros sinais da passagem do tempo,
Das vidas nela vividas
E da vontade de mudança...

Levamo-la inteirinha connosco,

Encapsulou aquilo que já não volta,
Momentos para sempre guardados,
Na história daquela casa e da vida de quem mudou.



(Primeiro verso inspirado num poema de Fernanda de Castro)



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