quarta-feira, 12 de agosto de 2009

PORTUGAL - UM OUTRO ALGARVE

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UM ALGARVE EM ABANDONO




No meio de toda uma agitação estival, vemos aqui e ali um ponto que nos poderia contar a história de gentes de outros tempos. A nossa imaginação, poder-nos-á levar a pensar em quem ali viveu. Possivelmente, gentes do campo ou da faina do mar. Vidas que, possivelmente, não terão sido particularmente fáceis. E, perguntamo-nos: Porque ficou a casa ao abandono? Quantas histórias ficaram por contar?
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Um Algarve em abandono. O Algarve das pequenas casas isoladas e dispersas ao longo das estradas, no campo do litoral ou no interior algarvio. Pequenas casas que se vão desmoronando ao peso da passagem do tempo __ abatem-se os telhados, desaparecem janelas, abrem-se os vãos das portas.



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Simples marcas de abandono deixado no meio do campo ou à passagem dos automóveis.
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Mas que, como tudo na vida, sempre podem ser úteis, ainda que seja para simples deleite dos nossos olhos ou como suportes publicitários..

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PORTUGAL - CACELA A VELHA DEBRUÇADA SOBRE A RIA FORMOSA, NO ALGARVE

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Cacela, foi um importante centro durante a ocupação muçulmana da Península, mas as pesquisas arqueológicas apontam para uma ocupação humana anterior à época romana, o castelo de origem muçulmana foi, já sob o domínio português, entregue à Ordem de Santiago, pelo rei D. Afonso III.
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No século XVI, esta fortificação foi reconstruída por ordem de D. João III, com obras que se prolongam até este século.
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Cacela a Velha, hoje, é uma pequena aldeia encimada pelo torreão da igreja e as muralhas do forte com uma vista deslumbrante sobre a Ria Formosa. Vale a visita num fim de tarde.

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domingo, 9 de agosto de 2009

PORTUGAL - EM CAMINHO POR TRÓIA (SETÚBAL)

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A TRAVESSIA
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Saída de Setúbal, compasso de espera... Tivemos sorte


Fomos os últimos a entrar no "ferry" para a península de Tróia.
Foi uma estreia...
Estes barcos são mais rápidos que os velhinhos "ferry".
Setúbal vai ficando para trás
Tróia e Arrábida aproximam-se...

Verde cor de alface aí vem ele. É o barco de passageiros.
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Vem no sentido contrário ao do nosso "ferry". É ainda mais rápido.

Tróia e Serra da Arrábida
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Um dos pontos de Portugal (e não só) com melhor luz para pintar...


Uma Tróia a ser renovada

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ALGARVE - ALTURA E O LUAR DE AGOSTO...

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CÚMPLICES
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Agosto. Noite de Luar.

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Mal se vislumbra toda a linha de costa.


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Vénus acompanha fielmente a Lua. Vénus, um ponto luminoso tão intenso quanto os pequenos pontos de luz que vão aparecendo aqui e ali no negro do horizonte.

A luz da Lua, reflecte-se numa esteira que faz brilhar aquela tira de mar cor de prata.

Ouvem-se os grilos na sua música repetitiva e penetrante que, a par do ar morno da noite, faz intensificar o tempo de Verão.

As luzinhas dispersas, tremeluzem ao fundo, lembrando-nos que, tal como sempre, neste ponto do Algarve, os barcos ainda vão à pesca à vista de costa.
Em Altura, até há uns anos, os barcos saíam da nossa praia para a pesca. Eram pequenas embarcações que dormiam ao relento nas areias soltas junto à duna. Os pescadores remendavam as suas redes. Víamo-los regressar da faina e, puxarem os barcos com o tractor, para o cimo da praia, onde os deixavam esperando a próxima saída.Hoje, na praia, há as “bananas” amarelas, as motas de água, as “gaivotas” coloridas. Navegam... são divertidas... mas, há muita gente, demasiada gente e é diferente...

Porém, Altura, será sempre Altura, nos outros meses do ano. Para além disso, este luar de Agosto, não se deixa ver ou sentir numa cidade. E, isso, nem uma multidão consegue apagar...

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(NET)
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PORTUGAL - ALTURA NO ALGARVE - APONTAMENTOS

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

PORTUGAL / ALGARVE _ ALTURA - O NOVO, O MUITO NOVO E O QUE ERA...

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Vamos espreitar...



Rua do centro antigo de Altura...

Rua de acesso à praia central de Altura
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Casas brancas, com portadas de madeira ou de cores, faixas coloridas, com as suas varandas abertas. Casas organizadas por grupos, as amarelas, as azuis, as verdes, as vermelhas...
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Casas a par das antigas casas de pescadores na zona central de Altura onde hoje se passa para a praia, para o mercado, "mini-superes", restaurantes, casas de comida pronta a levar, brindes, jornais e artigos de praia...
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As coisas vão mudando de ano para ano...






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Há dezasseis anos rumámos a Altura.
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Foi paixão à primeira vista. A partir daí não mais deixámos esta terra prazenteira e acolhedora que tem sido Altura.
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Era uma povoação de pescadores. Há dezasseis anos, ainda os barcos dormiam na areia da praia e ainda nós os viamos chegar vindos da faina. Há dezasseis, anos como hoje, uma construção se destacava. O Hotel de Altura. Todas as outras construções predominantemente brancas eram relativamente baixas e ainda o são. Só que novos estilos começam a aparecer e quebram a traça habitual.
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Altura começa a fugir-nos. Começa a deixar de ser tão íntima, tão nossa, tão exclusiva. De ano para ano, novas coisas vão surgindo. A quantidade de veraneantes vai aumentando.
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Ainda conhecemos os donos da casa de ferragens, o dono da tabacaria onde compramos os jornais. mas a padaria onde íamos fechou, o super também, o Alisuper está em decadência. O café onde íamos é pré-pagamento, as meninas que atendem são sempre diferentes. A churrasqueira onde íamos foi toda modificada __ os churrascos fazem-se agora no interior, a fachada já não tem o telhado feito em barrotes de madeira cobertos de telha, está sofisticada mas descaracterizada.
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Mas, nem tudo é mau. Podemos dizer que é diferente...












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