sexta-feira, 27 de março de 2009

ESTORIL, GUERRAS E ESPIÕES, AO SABOR DOS ANOS 40

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Estoril 2009



CASINO DO ESTORIL


.............................As traseiras, hoje...



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Estoril, anos 40...
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Os anos sucedem-se e as guerras também. 40, 41, 42, 43, 44, 45... Alemanha, Inglaterra, Espanha, União Soviética, Europa, África, Japão, América...
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As peças do jogo de guerra iam mudando. Avanços, recuos, novas alianças. A espionagem infiltrava-se em todos os ambientes. Por todo o Mundo, se ouvia o troar das armas de fogo e o silvo das bombas lançadas dos aviões. Por todo o Mundo, as perseguições; por todo o Mundo, ditaduras de esquerda ou de direita; por todo o Mundo, o medo estampado nos rostos de descobrir, de ser descoberto, de sobrevivência no presente e de previsão do futuro.

Casino - Varanda sobre a parte de trás...
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Anos 40. Aqui, ouviam-se os ecos de outras guerras. Mas, aqui, a guerra era outra. Era feita em surdina, era a guerra das perseguições, da espionagem e contraespionagem, das conspirações e das intrigas políticas. As posições extremavam-se mas, ainda assim, por aqui, passaram Reis, Arquiduques, Condes e um sem número de personagens que, vindas de toda essa Europa a ferro e fogo, aqui encontravam refúgio e abrigo permanente ou temporário...

Como eram as traseiras do Casino...
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Aqui, hoje, são os namorados, os turistas, pessoas que procuram o sol e um local fresco e agradável para passar um pouco do seu tempo. Haverá espiões? Encontros furtivos com fins obscuros? Talvez... Mas, os tempos aureos de toda aquela movimentação, felizmente, já lá vão. Ainda há medos. Mas, os medos, esses são outros.





CASINO DO ESTORIL, HOTEL PALÁCIO...


Anos 40... No meio do "glamour" do Casino e do Hotel Palácio, rodopiavam mulheres bonitas e sensuais, homens aprumados e vistosos, espiões, refugiadas com os seus cabelos e formas de estar tão próprias que fizeram moda, homens e mulheres que não querendo dar nas vistas procuravam passar despercebidos com as suas vestes cinzentas e apagadas.
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Aqui, se fez também uma guerra, "enquanto Salazar dormia". Uma guerra de influências e de rectaguarda, de acordos de cavalheiros e de traições.


Como era o Casino visto de frente...

Foi uma época de certo encanto que conseguiu sobreviver a par de um Mundo em guerra aberta e tão cruel como jamais a Humanidade alguma vez conheceu.



Muitos judeus, e outros refugiados, dos mais diversos países europeus e pelas mais diversas razões, por aqui passaram, ao encontro de outras paragens, como o Brasil, outros paises da América do Sul ou os Estados Unidos, onde pudessem salvar e refazer as suas vidas...


Daqui, vislumbravam o Oceano que lhes permitiria a fuga...

... e, assim, muitos, passaram por este nosso país.

Um país aparentemente neutral e adormecido...


O Casino, os hotéis...


Um país em que a guerra também se fazia na sombra ou à luz fulgurante de um casino cheio de charme e gente bonita e de um hotel luxuoso e carismático como era o Hotel Palácio...

2009

Nos anos 40...

ESTORIL, 2009, um espaço cheio de história e de grande beleza que, apesar da modernização que vai sendo feita, não deixa de ter o seu encanto e sabor ao dos anos 40, e tantas outras décadas que, por ele vão passando, permetindo-nos sonhar com uma terra sempre renovada...

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Fotografias a preto e branco tiradas da NET
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quinta-feira, 26 de março de 2009

AMIZADE COISA DOCE E DELICIOSAMENTE SABOROSA, ESSE GOSTOSO MELAÇO...

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AMIZADE não é palavra vâ, é palavra que pesa, que se grava na alma, que se crava no peito dando-nos força para fazermos a nossa travessia mais tranquila, mais determinada e mais segura.
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A sua falta, torna-nos em seres solitários, inseguros, incompletos; sem Norte e sem ânimo para encontrar sentido na vida. Torna-nos mais frágeis e desprovidos. Faz-nos atravessar um deserto desolado e árido.
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Quando nos falta, tudo se desmorona. Os dias passam a ser cinzentos, sem a alegria de reencontros e a grata certeza de saber que ainda que seja longe, ainda que seja um e um só amigo, ainda que raramente o possamos ver, ainda que... há alguém neste planeta imenso, por quem temos AMIZADE. E, ESSE ALGUÉM, FAZ-NOS SENTIR PESSOA, PERTENÇA, OBJECTIVO, RICO, ACOMPANHADO E NÃO UM PURO DESPERDÍCIO...



Mangustão ( a "rainha das frutas")  


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NÃO SÃO SÓ AS COISAS QUE ME IMPORTAM,
SÃO AS PESSOAS E ESSA COISA DELICIOSAMENTE PEGAJOSA,
DOCE E SABOROSA QUE É A AMIZADE,
QUE SE NOS COLA À PELE E NOS ACONCHEGA O SER...
QUAL FRUTA TROPICAL
QUE NOS ENCHE DAQUELE GOSTOSO MELAÇO
QUE NOS FAZ TREMER OS SENTIDOS
E PÔR EM ALERTA OS NOSSOS AFECTOS...
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"AMIGOS" - Vinicius de Moraes

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AMIGOS




Vinicius de Moraes



Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que
o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí,e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam - ou talvez nunca vão saber -que são meus amigos!
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A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinicius de Moraes



(Texto e imagens retirados da NET)




quarta-feira, 18 de março de 2009

PORTUGAL - JANELAS... EM LISBOA

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Janelas abertas, fechadas, semi-serradas... Contam histórias, calam segredos, permitem olhares sobre o mundo lá fora e a visão indiscreta de quem lá vive. Dão a cada casa, a cada prédio, um carácter pessoal e, por vezes, único, íntimo, imponente ou extremamente discreto, não deixam de ser um elemento marcante das fachadas e algumas são mesmo extremamente belas e graciosas.
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Rua Maria de Andrade

Rua Palmira

Travessa João de Deus

Rua de S. Bento

Rua de S. Bento

Rua de S. Bento


Rua de S. Bento

Rua das Pedras Negras


..."Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
Alberto Caeiro




(Fotos e parte de poema retirados da NET)




terça-feira, 17 de março de 2009

S. TOMÉ E PRÍNCIPE EM 50 ANOS

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2009. Alguém ia a S. Tomé. __"Que queres de lá?" __"Uma certidão de nascimento." E, vieram as fotografias e as lembranças, também...
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S. Tomé - 1957
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Já fez 50 anos...


S. Tomé - 1958

S. Tomé - 1958

Calor. Quente e húmido. Aragem mansa. O Oceano que do outro lado da rua vem lamber aquela tira de areia e pedras soltas. Os ruídos abafados de uma cidade que mexe ao ritmo do mar indolente e tranquilo. Ruídos cortados de quando em vez por choro de bebé, gritos de criança pequena, latidos de cachorro.


O quadrado, na varanda corrida, com bonecos decapitados e despernados; a vassoura que servia de “puxa-puxa” para ver quem tinha mais força, se a pequenita de fraldas ou o cão; e, o cachorrinho pequeno e peludo.
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Como me lembro? Não lembro. Menos de dois anos não dá para tanto. Pois já lá vai meio século.



S. Tomé - 2009

Hoje, a casa, que era branca, está laranja; tem bandeiras desfraldadas ao vento; não há nem bebés, nem crianças, nem cachorros, nem papagaios... Mas, continua voltada para o mar do outro lado da marginal, está bem preservada, ouvindo o som abafado da cidade que continua ao seu ritmo próprio.

O bebé que lá nasceu, cresceu e, vai fazer 51 anos, e, a miúda de fraldas, sou eu...

Já há 50 anos, a fotografia permitia a gravação das memórias impossíveis.

quinta-feira, 12 de março de 2009

"LEMBRANÇAS" - Bill Milton

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Chaplin


"Faça os seus dias valerem as lembranças..."

(Bill Milton)
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Quantos dos nossos dias não ficam sem registo...


"MANCHA AMARELA" - Pablo Picasso

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"Há pessoas que transformam o Sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio Sol..."

(Pablo Picasso)
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 ... Sol, multicolor, quente e inebriante...


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Espanha,1881 — França, 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia.

Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.


 
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(Pablo Picasso - auto-retrato)


(Informações e imagens retiradas da NET)
 
 
 
 
 

"DÚVIDAS TRAIDORAS"... William Shakespeare

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(Imagem retirada da NET)


"As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderiamos conquistar se não fosse o medo de errar."

(William Shakespeare)
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É verdade. Quantas vocações, quantos sonhos, não ficaram por realizar... Quantos medos não nos fizeram parar. Errar __ porque não?!... Pelo menos, vale tentar, arriscar e se calhar, (quem sabe?!...), conseguir alcançar parte ou o todo por que nós sonhámos. Às vezes fico na dúvida __ sonhei ou inventei? Quero ou não quero arriscar? Quando me lanço para a frente, aquilo que parecia gigante e aterrador até não era tão difícil afinal e, trouxe-me uma nova conquista, ainda que mais não fosse a de saber que fui capaz. 


Dúvida
Eu corro atrás da memória
De certas coisas passadas
Como de um conto de fadas,
De uma velha, velha história...

Tão longe do que hoje sou
Que nem sei se quem recorda
Foi aquele que as passou,
Ou se apenas as sonhou
E agora, súbito, acorda.

 
Francisco Bugalho
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2009

DUAS MULHERES DO SÉCULO XX

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Final do século XX. Duas mulheres marcam a história destes últimos anos.

31 de Agosto de 1997. As férias de Verão acabavam. Estávamos em trânsito. Estávamos numa sala de aeroporto, onde esperávamos o próximo voo. Na televisão presa num suporte de parede, ouvimos a notícia. Fez-se silêncio. As imagens eram elucidativas, não deixavam espaço para dúvidas, mas todos fomos apanhados de surpresa. Num túnel em Paris, o carro em que Diana e Dodi al-Fayed seguiam, embatera num pilar. Morreram os ocupantes. A Princesa Diana também não chegou viva ao hospital. Diana, a “Princesa do Povo”.



Ela fazia parte do imaginário de todos nós, por muito que estivessemos desligados da vida mundana das famílias reais. Apagava-se, assim, uma chama do candelabro que compreende as pessoas que, do nosso tempo, por uma ou outra razão, deixam a sua marca.

Era bonita, controversa e, apesar de todo o “glamour”, riqueza e honrarias que a rodeavam, procurava um outro sentido para a vida.


É, assim, que, em 1992, vai ao encontro de uma outra mulher. Uma mulher franzina e pequena de origem albanesa. Uma mulher com uma enorme beleza interior de dedicação, amor e combatividade. Uma mulher que todos veneravam pela sua capacidade de entrega aos outros numa Índia distante. Uma mulher que encontrou o seu caminho na ajuda aos que viviam na pobreza extrema.





Essa mesma mulher responde-lhe, quando Diana manifesta o desejo de ingressar na sua ordem religiosa, que “sendo ela princesa não podia pertencer a uma ordem de tão extrema pobreza. Mas, podia doar o seu amor a crianças indefesas. Para além de que, na sua posição, tinha meios para ajudar muitos dos que sofrem... Pois, a caridade pode ser exercida em qualquer lugar onde nos encontremos.”


A partir daí, a “Princesa do Povo”, passou a envolver-se mais intensamente em actividades de carácter humanitário, a visitar crianças vítimas de SIDA ou mutiladas por minas terrestres como na Bósnia ou em Angola. Ela “conseguiu reunir e focar a sua visibilidade internacional para o flagelo das minas terrestres e especialmente para o sofrimento das vítimas. Contribuindo, assim, para a criação do Tratado de Proibição de Minas Antipessoais (Tratado de Otawa), que entrou em vigor em Março de 1999 e que foi assinado por 153 países (três quartos das nações do mundo) e no qual os governos signatários se comprometeram a remover, num prazo de dez anos, todas as minas existentes dos seus territórios.” (Simon Conway)





"Diana lutou até que as minas terrestres fossem estigmatizadas em todo o mundo. E conseguiu- o." (Simon Conway)


Esta princesa de cabelos loiros e olhos claros, seguiu os conselhos da “Princesa da Paz”. Uma mulher que, apesar de fisicamente franzina, tinha a força e determinação do amor que dedicava aos mais desprotegidos. Uma mulher que, ao receber o Prémio Nobel da Paz, disse: “ a nossa obra é uma gota de salvamento num mar de sofrimento”.





Essa mulher era Madre Teresa da Calcutá. E, apesar de toda a sua aparente serenidade, e enquanto “o mundo inteiro olhava para ela como uma das mais dedicadas e fieis servas de Deus, as dúvidas sobre a Sua existência e presença na sua vida eram uma constante tormenta. Parece que a ausência de Deus começou exactamente quando ela iniciou a sua missão na Índia”... No entanto, mesmo com este conflito interior, Madre Teresa teve a vida que teve, com a influência que teve em todo o Mundo.

Foram duas mulheres que se cruzaram em vida, que marcaram uma época, que tiveram uma vida interior assaltada de dúvidas e incertezas existenciais e encontraram o seu fim na mesma altura . Madre Teresa morreu de ataque cardíaco, na Índia, seis dias depois do acidente que vitimou a Princesa de Gales. Coincidências?!...

Diferentes motivações, diferentes meios, diferentes, muito diferentes... A “Princesa do Povo” e a “Princesa da Paz”, tinham algo mais em comum __ A beleza interior! A beleza que é imutável e permanente...




(Fotos e informações retiradas da NET.)

segunda-feira, 9 de março de 2009

RUGAS - COMO LÊ-LAS - Mark Twain e Madre Teresa de Calcutá

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(Imagem retirada da NET)


Li, algures que: "Estudos científicos confirmam, que as pessoas que sorriem menos e cujo o rosto tem menor expressão têm menos tendência para o desenvolvimento de rugas, mantendo o seu aspecto juvenil."


Será que é isso que queremos? Um rosto imaculado e liso, onde o mapa da vida não deixa rasto? E as rugas de expressão?!... Serão assim tão dramáticas? Por mim, deixem-nos rir, deixem-nos sorrir, deixem-nos viver livremente os nossos estados de espírito... Deixem correr livremente o riso da alegria, deixando o seu leito marcado num rosto feliz.




Aliás...

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"AS RUGAS DEVERIAM SER SIMPLESMENTE
 AS MARCAS DO SORRISO".
Mark Twain



(Imagem retirada da NET)


Mas, nem sempre assim é. No entanto, contam-nos histórias. Umas, histórias de alegria e felicidade, outras de tristezas e desenganos. Umas, histórias de bons e caros momentos, outras, de más e angustiantes situações. Outras, ainda, são apenas o deixar passar do tempo, fazendo com que ele afunde as suas marcas, qual charrua em campo arrável... Rugas que pouco significam na história das nossas vidas, e são vazias de conteúdo... Essas, sim, de desperdício.




(Imagem retirada da NET)



Já que, "o caminhar na vida ... é envelhecer". Procuremos caminhar com quanta alegria possível, para que esses nossos sulcos, que são as nossas rugas, sejam mais flexíveis e nos possam lembrar dos muitos momentos em que rimos, apesar de todas as vicissitudes... Porque, essas rugas, não desfeiam, essas, enriquecem o mapa da nossa vida.



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Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece,
os dias convertem-se em anos...
Mas, o que é mais importante não muda;
A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.

Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos,trota.
Quando não conseguires trotar, caminha.
Quando não conseguires caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!.



Madre Teresa de Calcutá




quarta-feira, 4 de março de 2009

A TERRA É UM EMPRÉSTIMO DOS NOSSOS FILHOS...

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a.d.

"A Terra não é uma herança dos nossos pais, mas sim um empréstimo dos nossos filhos."


a.d.

Quantas vezes não nos esquecemos de que estamos cá só de passagem... De quanto tempo, esta nossa viagem?!... Dias, meses, anos?... Não sabemos. Se, pelo menos, não estragarmos, já alguma coisa fizemos...

segunda-feira, 2 de março de 2009

ESPAÇO VERDE EM CARCAVELOS - PARQUE DA QUINTA DA ALGÔA... OUTRA QUALIDADE DE VIDA - CASCAIS / PORTUGAL

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Quando, para matar a saudade, após tantos anos, entrei naquele parque que vimos nascer, tive um impacto forte com todo aquele branco do cimento caiado e espalhado por todo o jardim, em particular, na zona envolvente do lago.


(...)

(...)

Senti como se o tivessem "espartilhado", ao vê-lo, quanto a mim, com demasiado cimento e demasiado "alinhamento"...
(...)
O que, sem dúvida, dá um ar cuidado e limpo, mas que lhe tira um pouco do aspecto "selvagem" e mais "próximo" da Natureza, que ele tinha.



Sem dúvida, também, está acolhedor. E, o cuidado de segurança e bem estar, passa, inclusivamente, pelo tipo de piso por onde andam crianças e pessoas de mais idade.




O cuidado com a manutenção do parque, assim como com os animais também é grande.





Na memória dos frequentadores do parque de hoje, hão-de ficar os gritos dos pavões que, do meio da folhagem ou de cima dos telhados, se fazem ouvir ecoando à distância; bem como o emaranhado de sons da enorme comunidade de patos de todos os tamanhos que se distribuem, pelo lago ou pelas pequenas correntezas de água; ou, ainda, os gritos das crianças que, para ali acorrem, sobretudo ao fins das tardes, acompanhados por uma mãe ou um pai disponível, os avós, ou quem mais possa estar com elas...



Peixes, rãs, patos... Muitos, muitos patos... As pessoas que lá vão, de propósito, para alimentar aqueles palmípedes tagarelas, nunca hão-de esquecer o grasnar alegre e competitivo, mais ou menos vibrante, dos seus inúmeros protegidos...


Sim, hei-de lá ir mais vezes. Quem sabe, até para correr, aproveitando aquele pavimento "amortecedor"... E, quem sabe, ainda... Daqui a mais alguns anos, para poder passear sobre aquele piso perfeitamente adequado a quem tem dificuldades em andar sobre um piso mais irregular.

Hoje, já não é tanto um espaço de fuga ao lado demasiado urbanizado do nosso dia-a-dia. Mas, que é muito agradável lá estar e que traz inúmeras outras vantagens, sem dúvida, que, também, é verdade.

Bom era que os tivessemos por todo o lado. "Espartilhados" ou não, proporcionar-nos-iam uma outra qualidade de vida...