domingo, 30 de outubro de 2011

"EXÉRCITO DE SALVAÇÃO" - O QUE O AMBIENTE NOS PEDE...

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(Quinta das Palmeiras - Oeiras -Foto tirada em Outubro 2011)



O AMBIENTE AGRADECE!...

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O lixo já foi novo

O Mundo pede por socorro...

Com a reciclagem, fazemos do lixo

aquilo que outra vez se torna novo...

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domingo, 23 de outubro de 2011

DUAS CHÁVENAS DE CAFÉ - O QUE NOS PODEM CONTAR

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(Imagem retirada da NET)



O eco dos tacões altos que se fazem ouvir rápidos mas cadenciados naqueles corredores ladeados de bonitas lojas onde se expõem roupas, acessórios e sapatos do último grito. Lojas em que se anunciam descontos de 25%, 50%... Corredores onde a certas horas, e há bem pouco tempo, rodopiava muita gente mais, ou menos, apressada olhando para as montras com maior, ou menor, interesse.


Hoje, as pequenas "esplanadas" que salpicam os corredores largos do Centro Comercial estão praticamente vazias. Consigo ouvir o eco dos saltos altos que seguem lestos no seu caminhar determinado.


Vou sozinha, também eu com destino bem definido, mas a minha pressa não era tanta, dava para me permitir olhar em volta e deparar-me com aquelas duas chávenas de café deixadas em cima da pequena mesa a par de todas as outras mesas também elas vazias de gente.


Ninguém se sentava, então, naquele espaço. Porém, ao passar junto à pequena mesa, o aroma de café ainda se fazia sentir e um dos pacotes de açúcar jazia amachucado ao lado do pires.




(Foto tirada em Novembro no Cascais Shopping)


Duas chávenas de café...

Há sempre quem arranje uns momentos para um café. Colegas num intervalo de trabalho? Amigos que marcaram ali um ponto de encontro? Namorados que aproveitaram uma pausa para descançar e, quem sabe, trocar alguns mimos ou reconciliar-se? Um casal destinando as compras ainda por fazer ou saboreando a companhia um do outro por uns instantes?...


Duas chávenas de café... Duas chávenas de café deixadas em cima da mesa numa esplanada vazia... Testemunho de um momento partilhado numa chavena daquele líquido negro, que espalha em volta um aroma irresistível e liberta o fumo que acompanha a mão que envolve o seu calor.


Duas chávenas de café... Que havia no gesto de quem engoliu o negro de uma África ou América do Sul? Que diria o seu olhar? Que cumplicidade? Alegria de reencontro? A coversa há muito adiada? O prazer de se estar junto ou o simples "acto mecânico" de ir beber a "bica" e despertar os sentidos?




Duas chávenas de café, mesmo em tempo de crise...





sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CASCAIS, VISTAS DE UMA VILA AINDA MESMO QUE EM TEMPOS DE CRISE... - LISBOA / PORTUGAL

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CRISE, CRISE, CRISE... e Cascais também não escapa: Lojas fechadas, espaços a trespassar, fachadas degradadas. Mas, muito de bonito, ainda por lá há!
























CRISE, não o deixes perder!...


domingo, 9 de outubro de 2011

"JANELAS DE CARCAVELOS" - LISBOA / CASCAIS







Janelas...

retrato de luz, de movimento e de cor;

retrato de sombra, de acalmia e de cinza.


Têm no reverso do dia a penumbra da noite.

Contam histórias quantas vezes por contar...




Janela ruina, beleza nostálgica.
Ar decadente que insinua um passado.
 





Janela vitrina que apela e que chama
a quem por lá passa a olhar para o ar.
 



 Janela que espreita quem busca por Deus...
por devoção ou por simples convenção.
 




Janela empinada em cima do telhado,
é luz que dá ao esconso da casa.




Janela discreta, cortina corrida,
guardiã do que tem e de quem resguarda.




Janela aberta à luz e ao vento,
revela os vultos de que a casa está prenha.






Janela de vidro outrora moldura
daquilo que ocorria além do jardim.

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(Centro da Vila de Carcavelos- Fotos tiradas em Outubro 2011)
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

JANELAS

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(Foto tirada em Cascais - Outubro, 2011)
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Há cortinas que nos toldam o olhar não nos deixando ver a luz que está para além da nossa janela.


...E quão difícil é afastar as cortinas da desilusão, da tristeza e da preocupação!...


Porém, como se podem tornar leves se uma mão amiga, suave ou bruscamente, as afastar, tornando-as diáfanas e tão fáceis de abrir... É então que a luz entra e, por ténue que seja, torna o pensamento, os nossos corações e a alma mais luminosos e mais capazes de escapar a possíveis marés de desalento ou pessimismo que possam varrer os nossos pés.


Aí, já estamos para além das vagas que nos assolam em turbilhões e que se atropelando nos tornam mais frágeis... Aí olhamos o mundo lá fora... A nossa visão torna-se mais clara... O nosso pensamento mais objectivo e mais positivo, fica mais solto .


As nossas janelas já brilham, mesmo que seja por momentos fugazes.



domingo, 2 de outubro de 2011

SONHO

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(Outubro 2011)

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Encontro marcado com a vida

e com o sonho distante,

que agora tão perto chama por nós,

nos desperta sorrindo,

colorindo todos os nossos dias

com momentos mágicos e únicos.

Momentos partilhados

com quem por aqui passar.



(Inspirado num poema de Lenilce Azevedo)