terça-feira, 30 de junho de 2009

A POESIA E O SENTIDO DE HUMOR DE DRUMMOND DE ANDRADE

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DELICIEM-SE...


"Satânico é o meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão,

numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma e eu estava em minha cama,

quando, sorrateiramente, te aproximaste.

Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!

Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.

Até nos mais íntimos lugares.

Eu adormeci.

Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.

Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.

Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar.

Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.

Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.

Só descansarei quando vir sair o sangue quente do teu corpo.

Só assim, livrar-me-ei de ti, mosquito filho da p***!"



Drummond de Andrade




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O QUE É O AMOR?

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(Imagem retirada da NET)


A pergunta era __ "Amamos os nossos companheiros?!..."
Não sei o que é o "amor". Se "amor é fogo que arde sem se ver". Não sei se senti esse fogo...
Mas se é pensar-se que é o único companheiro que queremos para a vida e para além dela...
Mas se é pensar que é o amigo dentro de todos os amigos...
Mas se é a mão que queremos sentir em momentos de insónia...
Mas se é o calor que queremos sentir na cama...
Mas se é o perfil que queremos ver a nosso lado quando vamos de viagem...
Mas se é quem gostamos de acompanhar quando atarefado e deligente ampara as buganvíleas...
Se é aceitar quem nem sempre satisfaz as nossas vontades...
Se é o homem que gostamos que tenha sido o pai dos nossos filhos...
Se é uma amizade muito, muito grande que perdura para além da morte...
Então, sim... acho que amamos os nossos companheiros... De hoje, de ontém e para sempre...

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Quando passava para um caderninho o que tinha escrito sobre o que pensava sobre o "amor"... Encontrei um papelinho dobrado em quatro... Não me lembrava dele. Abrio-o para ver o que era...
Estavam escritas algumas frases de pessoas célebres e, uma delas chamou-me a atenção. Era, a definição de "amor", de Victor Hugo __ "Amor é ser dois num só" . Sinceramente, penso que é difícil, porque, somos indivíduos, com personalidades diferentes, que se devem completar... E, é isso que devemos guardar até ao fim dos tempos __ esses tempos de partilha do que foi ou é uma vida em comum...



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16... - NÚMERO MÁGICO - MOTIVO DE ORGULHO...

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24 de Junho fez 881 anos que, aos 16 anos, no Condado Portucalense  o nosso primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, venceu sua mãe, Dª Teresa de Leão, na Batalha de S. Mamede (24/6/1128). O desejo crescente de alcançar a independência do Condado em relação ao Reino de Leão e Castela foi uma das bases da fundação do nosso país, o que deveria ser motivo de orgulho para todos nós Portugueses.


Sem dúvida, para um jovem de 16 anos, um feito destes, ainda que fosse contra os interesses da própria mãe, exige muita coragem e determinação. Mas, para mim, D. Afonso Henriques não passa de um vulto da nossa História que terá sido um dos responsáveis pelo país em que vivo. Não o conheci. Não lhe conheci as motivações. Para confirmar alguns dos dados, tive que recorrer à NET.


Não. Não precisamos de ir tantos séculos atrás, para encontrar outros 16 anos mágicos e dignos de orgulho. Basta-nos recuar ao século XX. Não necessitamos de personagens históricas. Basta-nos conhecer gente comum que teve 16 anos.

16 anos. Classe média. Angola em África é o destino de sonho, o gosto de aventura, a vontade de vencer. Os pais estão desolados e a mãe chorosa.
__” Agradeço-vos, meus pais, por me darem tudo de que preciso. Tudo o que por mim fizestes ao darem-me as ferramentas de que necessito. Ensinaram-me a ler, a escrever e a contar. Agora, deixem-me ir. Quero ir para Angola. Sou homem suficiente, para construir a minha vida.” E a
ssim foi. Aos 90 anos ainda ia ao escritório da firma. Aos 90 anos ainda voava para a sua Angola. Aos 90 anos, apesar das voltas que o Mundo dá, tinha as suas três Marias junto de si e suavemente se apagou com a lucidez de quem soube sempre o que quis. Só lamentava por afinal “ter deixado tão pouco”. Esquecendo-se de que deixou o principal __ o seu exemplo de vida.

Tinha 16 anos de vida difícil. O pai pastor. A mãe utilizava ervas do campo para dar sabor ao caldo que fazia com o pão que conseguia arranjar para matar a fome aos filhos, caso não houvesse mais nada. Andavam descalços. Dormiam numa casa com uma só divisão que partilhavam com a borreguinha e a cadela, mais a burrinha, que era as pernas do pai quando ia para o campo. A casa tinha telhado feito de caniços. 16 anos... Era a altura de partir para a Capital. À escola já não foi. Tem uma casa em que as vigas vão ser agora de betão. Uma filha Dr.ª e o filho a caminho de Eng.º. Trouxe uma mala de cartão para a Capital e vontade de aprender a escola que não teve... E de viver todos os possíveis momentos que a vida lhe tem vindo a proporcionar.

Aos 16 anos deixou a casa da mãe, mulher viúva com 5 filhos para criar. Moçambique, no sangue. Tempo de retorno. Loira, alta, esbelta, frontal e perspicaz. Não recusa o confronto. Lisboa é espaço pequeno, não chega... A América é então o sonho __ “The American Dream”. Os estudos ficaram. Houve que aprender uma arte. Hoje, apesar dos baldões que a vida lhe tem dado, permanece de pé. É a vez do filho partir. Menino ainda com 16 anos.

Aos 16 anos, teve que mudar de Liceu. No mesmo ano em que recebia o Prémio Maria Vitória, atribuído ao melhor aluno do ano em Portugal, o Reitor chamou-o ao seu gabinete. Não o conhecia pessoalmente. Comunicou-lhe a ordem que recebera. Teria que ser transferido para outro Liceu do Porto.
__” Mas, Senhor Reitor, nesta altura do ano não pode ser. Estamos a menos de um mês do final do ano. Não me aceitam a transferência."
__” Não te preocupes com isso. Eu trato do assunto. E boa sorte, rapaz!...”
Aos 16 anos era incómodo. Tal como muitos outros jovens, na altura, fazia umas “asneiritas”. Tinha 16 anos, ainda não tinha idade para ir preso ou deportado... Sim, porque pensar, às vezes, pode ser incómodo.

É por isso que digo que, para mim, o 16, deve ser um número mágico... Quem dera a força, as certezas e a seiva dos 16. Que o diga um homem que um dia se intitulou a si próprio de “Zé Ninguém” como pseudónimo dos versos que escreveu. Também ele partiu para Angola aos 16 anos onde viveu uma vida cheia, de luta, de trabalho e de conquista...

Quantos “Zé Ninguém” não temos nós neste país que foi fundado por um jovem de 16 anos, o primeiro Rei de Portugal,  D. Afonso Henriques.

Será que, 16, é mesmo um número mágico?!...

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HOJE, FOI DIA GRANDE DE PINTURA!...



INICIANDO A MENINA DOS CABEOLOS VERDES

Martin , 2009



INICIANDO... O ESCARAVELHO

Malay , 2009


ACABADO - "MARINHA"
Deni , 30 de Junho de 2009


ACABADO - "SABEDORIA, DO NASCER AO PÔR DO SOL"

Lola , 30 de Junho de 2009


ACABADO - "UMA FLOR PARA TI"

Labocha , 30 de Junho de 2009


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"SONHO", CHICO BUARQUE e FERNANDO PESSOA, CANTADOS POR MARIA BETÂNIA

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A TUA FLOR...
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Pintura de FERNANDA LABOCHA, 30 de Junho de 2009

"E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão"



"SONHO"

Quando poemas de poetas maiores como Fernando Pessoa e Chico Buarque são cantados pela voz rouca e tão peculiar de uma cantora como Maria Betânia, só podemos ter um momento de encantamento e do despertar de consciências...  


Fernando Pessoa e Chico Buarque cantados por Maria Betânia 




Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas,
em salas supostas,
invento palco,
cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.

(Fernando Pessoa - "Dever de Sonhar")


"Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão"


("SONHO IMPOSSÍVEL" - Chico Buarque)





segunda-feira, 29 de junho de 2009

ROUBEI-O




" Simbiose" - Ana Camilo



Pela calada da noite, fui visitar o "blog" de uma jovem pintora promissora. A Ana Camilo. Costumo estar com ela aos Sábados. Mas, está em época de exames e, por isso, não sei quando a vou ver. A ela, ou, à Mãe...


Virei ladra... Arrastei o seu quadro, até aqui. Quadro, que até ganhou um prémio lá fora... Se mo exigirem, devolvo-o. Mas, gostava que mais gente o visse... Não é para isso que servem os nossos quadros?!... Para partilhar?


Quem cala consente... Enquanto não tiver reclamações, vou-o deixando ficar.
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A IDA AO SUPERMERCADO

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Tinha muito trabalho para fazer e pouca vontade, mas precisava de ir ao supermercado. Resolvi começar por aí.

Na sessão do talho, encontrei o Sr. P. Ao dizer-lhe que gostava de o ver a trabalhar, com aquela idade, (55 anos), duma forma tão profissional e com tanta alegria e atenção, respondeu-me:
__” Sabe, porquê?!... Deixe-me que lhe conte um pouco da minha história. É que emigrei para países árabes e para a Europa. Aprendi muito com eles. E, sobretudo, gosto muito do que faço.”




Na caixa, a menina atendeu-me de forma solícita e simpática, oferecendo ajuda para arrumar as coisas no saco, enquanto eu ia tirar a carteira para pagar e a máquina fotográfica. Falámos um pouco. E também me disse que gostava do que fazia...

Segui com o meu carrinho de compras... Ia satisfeita por ter encontrado também naquele supermercado colegas que não via há uns tempos e, sobretudo, por ver gente tão bem disposta e satisfeita com o seu trabalho. Penso que me ajudou a encarar as pilhas de trabalho que tinha para fazer em casa com outro ânimo.


É isso, a boa disposição e o empenho, contagiam-se. Sim, valeu a pena a ida ao Supermercado antes de iniciar o meu trabalho. Cheguei a casa com mais energia e vontade de desempenhar as minhas tarefas e com o sentimento de que se procurarmos gostar daquilo que temos que fazer, tudo se torna mais fácil.




O SEGREDO DOS SEGREDOS...

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Desta vez, mando-vos o nosso cãozinho. Só que, agora, com um segredo... mais precisamente dois...

"Quando, quisermos satisfazer um desejo __ abrimos o fecho do cãozinho, e sussurramos o nosso segredo lá para dentro", ensinou-lhe a mãe.

Então, o pequeno Pedro, passou o dia a abrir o fecho e a segredar lá para dentro qualquer coisa. Depois, fechava-o bem fechadinho... Só que há um outro segredo. E, esse, ensinou-o ele à mãe, quando ela lhe perguntou quais eram os seus segredos... Não os podemos revelar aos outros, em voz alta, para que eles se possam realizar...


Sabes, é que nós adultos para acreditarmos no teu cãozinho precisamos de não ver muito do que se passa no Iraque, ou em África, ou na América do Sul; ou, na Europa... Até mesmo no nosso país... na nossa rua?!...

Oh, Pedro... não percas nunca o teu cãozinho. Assim, ninguém sabe quais são os teus segredos... Só tu!... E, assim, vais poder realizar os teus desejos...
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"BIÓLOGO" - UM QUADRO E SEU SIGNIFICADO

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"BIÓLOGO" - É um jogo de cores, formas e luz. É quase um abstracto em que figuram dois elementos essenciais a espiral dentro do circulo e as cores azul e verde, o azul da água e o verde das plantas. Por outro lado, a joaninha representa em especial os animais.






"BIOLOGIA" - Malay/2009(*)


Biologia __ Será uma boa ferramenta para a vida?!

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O Símbolo antigo foi criado em 1997 e seu significado é :


“O óvulo estilizado, sendo fecundado, determina o princípio da vida. O óvulo tem o formato do planeta Terra e também lembra folhas, sugerindo a importância do verde”






Em 2008 o símbolo ganhou uma nova cara…

"Começando pela forma que foi utilizada como base para os elementos: o círculo. Na simbologia das formas, representa a união e perfeição, daquilo que começa e acaba em si mesmo. Também representa o movimento, a atividade, reproduzindo a busca por melhores dinâmicas entre as relações dos Biólogos. O azul, usado de forma mais clara no círculo, é uma cor profunda e calma, que a principio, representa a água, mas que também passa a ideia de maturidade. O azul também é a cor da Biologia.
A estrutura do DNA traz à tona um elemento sempre presente no cotidiano do profissional da área de Biologia. A base de sua estrutura forma um espermatozóide, que fecundando o óvulo (circulo azul) dá origem a uma nova vida, com toda sua complexidade – a essência da profissão do Biólogo.
Fator de grande importância para qualquer ser vivo, sendo a base do estudo dos Biólogos, a natureza é representada pelas folhas na base do círculo. Sua cor, não poderia ser outra, senão o verde, pois é a cor universal para a representação da natureza, passando a ideia de harmonia e equilíbrio.



A espiral, que se encontra dentro de uma das folhas, é o símbolo da evolução e do progresso. O Biólogo deve sempre buscar novos estudos e pesquisas que possam atualizar seus conhecimentos e acrescentar informações úteis à sua profissão. Esse elemento também possui uma interpretação mais subjetiva, podendo ser traduzido de diferentes formas, como por exemplo, a representação de um caracol ou da asa de uma borboleta, mostrando a interação do Biólogo com a biodiversidade e o Planeta, na busca de sua conservação, manejo e sustentabilidade.

O Símbolo traduz conceitos que envolvem o cotidiano do Biólogo e também a importância da vida para esses profissionais."
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(Informações retiradas da NET)



domingo, 28 de junho de 2009

A MINHA ÚLTIMA AULA - UMA DESPEDIDA ATRIBULADA.

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A última aula da minha vida como professora, foi um adeus triste, mas inevitável.

Estava doente... Vinha a arrastar-se ao longo de alguns anos. A última crise, não tinha ocorrido havia muito tempo, pois, ainda estava sob o efeito de medicamentos, que enfraqueciam a minha genica e vontade de vencer barreiras, até mesmo de ordem física.

A turma era muito difícil. Tínhamos a aula de 90 minutos, a seguir à hora de almoço. A nossa última aula do dia para os alunos e para mim.

Como a sala estava vaga na hora anterior à do início da nossa aula... ia para lá. Montava todo o material necessário, para facilitar as condições de estar às duas meninas com cuidados especiais. Elas eram empenhadas, pontuais, mereciam o melhor que lhes podesse dar... Não era só por elas, evidentemente, mas também por elas que fazia um esforço.

Ia para a sala uma hora antes, para ter tudo preparado, com o auxílio da funcionária A., que sempre arranjava maneira de encontrar soluções para algum problema que podesse surgir. __ O rectroprojector que não funcionava; a extensão que faltava; o ecrã que lá não estava ou que era outro e tinha o suporte partido...

Tal como nos últimos tempos, depois de tudo pronto e antes da aula começar, deitava a cabeça sobre o tampo da secretária, para tentar ganhar energia para, mais uma aula, com aquela turma. Era a hora depois do almoço em que eles vinham mais agitados. Os medicamentos faziam o seu efeito. A turma era muito difícil, mas tinha alunos interessados e esforçados. Em especial, aquelas duas meninas.

Um dos alunos da turma, era um caso muito problemático. Tinha tentado todas as estratégias para o cativar. Mas estava para além de mim... Estava para além das aulas... Estava para além da Escola... A chamada de atenção permanentemente pela negativa, era a mais frequente...

Naquele dia mandei-o sair da sala. Dirigiu-se para a porta. Abriu-a com violência e voltou a fechá-la, batendo com ela. Já fora da sala, gritou : __”Sua P***!...” Fora a primeira e única vez em vinte e muito anos que tal me aconteceu.

Ele, estava zangado com a vida... E, quem sabe, talvez, com razão?!... Mas eu, estava doente...

A aula, decorreu, normalmente, daí em diante.

Arrumei a sala, depois de ajudar a encaminhar as duas meninas de cadeirinhas de rodas até ao átrio da entrada. “O Sr. da carrinha estava à espera e não podia esperar”.

Dirigi-me à sala dos professores e comecei a fazer a participação. Talvez, ainda esteja em arquivo, se é que não passou muito tempo...

A Directora de Turma fabulosa que eles tinham passou pela sala por acaso. Contei-lhe o sucedido. No jeito tão seu, disse-me que não me preocupasse. Ela ia resolver o assunto... ia falar com ele...

Mas ainda assim foi o meu último dia como professora no activo. Tinha chegado ao meu limite.

Foi a palavra?!... As palavras só valem pelo significado que lhes dermos. Sobretudo quando não são as palavras certas é deixá-las passar. Só que, tinha chegado ao limite das minhas forças, das minhas capacidades. Tinham-se esgotado...

Estava doente...As mãos baixaram...


Foram anos de entrega quase total a fazer algo de que muito gostava. Mas dei-me por vencida. O meu rumo, agora, seria outro. Se fui boa ou má professora, só os alunos o poderão dizer. Mas fui empenhada até ao último dia, procurando dar o meu melhor...

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sábado, 27 de junho de 2009

PARA ONDE FOSTE?!...

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Era Sábado. Vi a tua fotografia entre as milhentas que estão guardadas. Saltaste do pequeno monitor. Atrevi-me a usá-la.

PARA ONDE FOSTE?!... Nunca se sabe. Onde estás?!... Não se sabe. O que fazes?!... Com quem estás?!... Não se sabe.

Estarás numa África qualquer __ Quénia, Cabo Verde? Num passeio adiado ao Japão? Nalgum ponto da Europa? Na América do Sul, onde foste porque te levaram a um dos países “mais lindos, naturais e selvagens"... No México, onde não foste porque ninguém te podia acompanhar?!...

Resumindo: num qualquer lugar onde tens ou fazes “milhões de amigos”, embora “do peito, do peito”, não sejam muitos.

Tenho, por norma, não dar a cara das pessoas nos meus “posts”, a menos que sejam “públicas” ou que esse retrato seja “essencial” e mo seja permitido fazê-lo.

No entanto, neste caso, não pedi autorização, porque dar a cara, dás tu todos os dias... E, mais do que isso, tens várias caras __ a de cantora, “empresária”, escritora e tantas outras coisas. Não peço autorização pois neste momento não sei onde estás. Mas, certamente, estarás entre alguns dos teus amigos. Sejam eles “do peito, do peito” ou os que o não são tanto. Não sabemos quando vens, ou de onde vens. Por isso, não vou esperar.

Quando se diz que, "o girassol é a flor da amizade", isso é bem verdadeiro. Sim, seja ela pelos teus "meninos tão doces cor de chocolate"; pelos “fans” de palmo e meio da Pipa; pela tua professora de Jazz; os teus companheiros de banda... E, fico-me por aqui. Porque, dar a cara, sim. Mas, não tanto.

Hoje, o que interessa é chegar a esta cara, para onde quer que tivesses ido e quando quer que chegues.
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MALA DE CARTÃO NA MÃO E 300 EUROS

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(NET)


Fez 65 anos. Recebeu uma carta da Segurança Social. Estava reformada. A partir dali, “já não precisava de trabalhar mais.” “Já não deveria trabalhar mais.” Iria passar a receber 300 euros por mês.

Houve quem dissesse: __”Já não é mau...”

Nós, dizemos: __”É pouco. Muito pouco.”

Aos 16 anos, veio para Lisboa. Vinha lutar pela vida. Mala de cartão numa mão, esperança de uma vida melhor na outra. Veio servir para a Capital.

__”Vá, minha filha!... Faço confiança em si.”

Tinha uma mala de cartão e veio sozinha para a grande cidade. Ela, tinha um sonho: melhorar de vida... E, quem sabe a dos irmãos e dos pais. Trabalhou duro durante toda a vida. Sempre dedicada, sempre esforçada, sempre de sorriso no rosto. Sempre com uma palavra amiga e pronta a ajudar.

Agora, chegou a hora de descansar. Tem 65 anos. Tem problemas nos ossos, nas pernas, problemas de circulação. Continua com entusiasmo. Mas, está na hora de descansar. Tem 65 anos.
Está na hora da sua reforma. De aproveitar o tempo que lhe resta para poder descansar e usufruir de uma vida de trabalho esforçada mas entusiasta. Por tudo isso, merece os 300 euros. Mas será que é justo, depois de tanta luta?

300 euros... para quem chegou à Capital com uma mala de cartão na mão, e a cabeça cheia de sonhos?!
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

ADEUS, MICHAEL JACKSON, VIVESTE A VIDA QUE TE FOI POSSÍVEL...

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(NET)


Michael Jackson... Menino prodígio. Vida intensa, energia sem par. Força de querer. Viveu para viver e  nos fazer sonhar. Morreu como viveu, chama acesa que, de repente, se apagou.




(NET)



Sofreu... Sofreu por não querer ser o que era __ menino prodígio com pele negra. Sofreu porque, menino talentoso que era, que viveu e tão bem se deu, não queria a capa negra que a Natureza lhe deu.
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Menino prodígio, que poderia ter sido completamente realizado e bem mais feliz, se se tivesse aceitado como era. Então, sim... Teria sido idolatrado pela chama acesa dos dons que recebeu e tão energicamente trabalhou e pelo orgulho de ser quem era. __ Menino prodígio de pele negra!...


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Sonhaste. Fizeste sonhar. Mas o sonho maior que é o de sermos quem somos, passou-te um pouco ao lado...
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Resta a esperança de nos teres deixado a tua lição: aceitarmos o que não podemos mudar.
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UMA HISTÓRIA REAL- A BONDADE DO SENHOR FLEMING

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Recebi este E-mail cuja história demonstra bem as voltas que a vida dá.
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"UMA HISTÓRIA REAL"

Havia um homem que se chamava Fleming e era um pobre lavrador escocês.
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Um dia, enquanto trabalhava para ganhar o pão para a sua família, ouviu um pedido de socorro proveniente de um pântano que havia nas redondezas.
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O Sr. Fleming, largou tudo o que estava a fazer, e, correu ao pântano. Lá, deparou-se com um rapazinho enterrado até à cintura, gritando por socorro e tentando, desesperadamente, e em vão, libertar-se do lamaçal onde caíra.
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O Sr. Feming retirou o rapazinho do pântano salvando-o, assim, da morte.
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No dia seguinte, chegou uma elegante carruagem à sua humilde casa, de onde saiu um nobre elegantemente vestido, que, se lhe dirigiu, apresentando-se como o pai do rapazinho que ele salvara da morte certa.
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__”Quero recompensá-lo”, disse o nobre. “O Senhor salvou a vida do meu filho”.
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__”Não posso aceitar dinheiro, pelo que fiz”, respondeu, o lavrador escocês. Nesse momento, o filho do lavrador assumou à porta da casa.
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__”É seu filho?”, perguntou o nobre.
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­­__”Sim.”, respondeu orgulhosamente o humilde lavrador.
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__”Então, proponho-lhe o seguinte: Deixe-me proporcionar ao seu filho o mesmo nível de instrução que proporcionarei ao meu. Se o rapaz sair ao Senhor, não tenho dúvida alguma de que se converterá num homem de que, ambos, nos orgulharemos.
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Então, o Senhor Fleming, aceitou.
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O filho do humilde lavrador frequentou a escola e licenciou-se em Medicina na famosa Escola Médica do St. Mary’s Hospital de Londres.
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O filho do Sr. Fleming tornou-se um médico brilhante e ficou mundialmente conhecido com Dr. ALEXANDER FLEMING, ao descobrir a PENICILINA.
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Anos depois, o “rapazito” que havia sido salvo do pântano adoeceu com uma pneumonia.
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E, desta vez, quem salvou a sua vida? A PENICILINA!...
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(NET)

Quem era o nobre, que investira na formação do Dr. Alexander Fleming?.
Sir Randolph Churchill...
E, o filho do nobre, que foi duas vezes salvo pela família Fleming?
SIR WINSTON CHURCHILL



(NET)
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