quinta-feira, 31 de março de 2011

"PROJECÇÕES" E PIRI-PIRI

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(Imagem retirada da NET)



Hoje, disseram-me uma coisa que me deixou a pensar.

"__ Muitas das vezes, projectamos nos outros os nossos defeitos"

Será que é, por isso, que sou tão crítica?!... É capaz de ser.

Quantas vezes não me arrependo das minhas "projecções"!...

Mas, depois de "disparadas" não há nada a fazer...

e, diga-se em abono da verdade, às vezes, até chega a saber bem.

A coisa que mais me preocupa é o estar a ser injusta.

E, às vezes, até o sou...

Será que, um pouquito de piri-piri na língua, resolveria o problema?...

Para as mentiras resulta... E para as nossas "projecções"?

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terça-feira, 29 de março de 2011

AS FORÇAS DA NATUREZA ESTARÃO A VOLTAR-SE CONTRA NÓS?

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"Tsunami" no Japão - Fevereiro 2011

(Imagem tirada da NET)
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Fim de tarde. As luzes começavam a luzir aqui e ali. Luzes que se reflectiam no mar com as suas cores amarelas e brancas em riscas descontínuas. Os rodados dos carros soavam ao longe. O murmurar das ondas chegava-nos suave...

Sim. Olhavas esse senhor que suavemente fazia rolar mantos de espuma em direcção às areias. Eram fitas brancas de bolhas de ar e água que se iam sucedendo como colares de pérolas no manto escuro em que se ia transformando o mar.

Tão tranquilo, tão magestoso, tão meigo...

Mas, do outro lado do Mundo, eis que, senhor de todo o seu poder e raiva, destrói tudo à sua passagem. Arrasta casas, pessoas, carros, tudo que mexa ou esteja agarrado ao chão. Cria o caos, a angústia e a desolação. Perdas irreparáveis para hoje e para sempre.

Como pode a Natureza ser tão inconstante? Como pode o mar fazer-nos sonhar e rir de prazer ou chorar com tanto desalento, desamparo e impotência.

Disseram-me, na altura: __" A Natureza está a virar-se contra nós..." Será que está? É altura de nos perguntarmos __ "...e que estamos nós a fazer-lhe a ela?!..."

Aqui ou lá, as placas em movimento ninguém pode controlar. Elas movem-se porque respondem à dinâmica natural da Terra. O agigantamento das ondas do mar, responde a forças incontroláveis. Mas, e as centrais nucleares? Pior do que o "tsunami", só mesmo a radioactividade descontrolada.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

AMIGO, AMIGA e AMIGOS...

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(Fotografia tirada da NET)

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... " amigo é a solidão derrotada"...


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(Retirado de poema de Alexandre O'Neill)


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MEDOS E LIBERDADE

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Como comuns mortais que somos, o que é que restará depois de nós? Lembranças dos que nos foram próximos que rápido se perdem nas gerações? O que "fabricámos", se alguma coisa fizemos? Sem dúvida, muitos ficaram na lembrança de quem nunca os conheceu, mas toda a outra imensidade de nós ficou ou ficará reduzida a pó.

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Então, porquê preconceitos? Penso que os não tenho, o que às vezes me baralha.

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Tenho medo de mim própria, medo da química dos meus neurónios, tenho medo da solidão, das guerras, da fome, da insegurança, das infidelidades e da falta de carácter... Mas, vivo num país, numa sociedade, que me deixa a liberdade de fazer por não ter preconceitos, nem ter sido vítima deles. No mesmo país em que eles ainda existem e calam fundo na garganta de quem os sofre. Quando olhamos além fronteiras, posso bem estar enganada, mas sentimos que, apesar de tudo, Portugal é um bom país. Talvez aqui seja mais fácil conseguir menos medos e bastante mais liberdade. E que, os preconceitos, vão sendo coisas do passado.



(Imagens retiradas da NET)

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PRECONCEITOS

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(Imagem tirada da NET) .

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Falávamos sobre preconceitos.

"Preconceitos"... Pretensão a minha... Acho que os não tenho. E que felizardos somos por viver numa sociedade que nos permite o arrojo, a arrogância, a desfaçatez de dizer: __"Acho que não tenho preconceitos!..." Que sorte a nossa por nos podermos dar ao luxo de pensar que, se não o deixarmos, também não somos vítimas deles.

Quantos milhões não há presos de preconceitos... Talvez até ao nosso lado.

Quantos milhões não vivem em sociedades tão radicais em que os preconceitos as levam ao extremo da humilhação, violação dos direitos mínimos que deveriam assistir a qualquer ser humano à face da Terra.

Quantos milhões não há que não vivem. Apenas se limitam a existir mergulhados num charco de preconceitos, vergonha, silêncios e misérias, que lhes são impostos pelas tradições, ignorâncias, intolerâncias e até mesmo as religiões.

"Preconceitos?!..." Existem, e como existem!... Ainda assim, insistimos em dizer: __"Eu não tenho preconceitos!" Isto porque nos sorriu a sorte de apanhar uma jangada (frágil, talvez) mas que nos mantem a flutuar no charco que pode estar à beirinha de nós.

Quem dera pudessemos banir os tão castrantes preconceitos. Mas, para isso, quantas vezes, não se teria que lutar contra séculos de História, contra ditaduras de preconceitos que as próprias sociedades elegeram.

Mas, quem sabe, muitas batalhas não possam ser ganhas?!...Algumas até, talvez, mais depressa do que se espera... .

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(Imagem retirada da NET) .

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...haverá quem diga: pelos Americanos, pelos Europeus...

Ou, noutras situações, pelos Alemães, por Stalin, por nós próprios, por...

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OS OLHOS E A ALMA

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(Imagem retirada da NET)
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Se "os olhos são o espelho da alma"...
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A "alma" deixou de existir...

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terça-feira, 22 de março de 2011

PRAIA DE ALTURA - UM INVERNO FEITO VERÃO - ALGARVE / PORTUGAL -

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Junho, Julho, Agosto... A praia abarrota de gente.
Qual carreiro de formigas, uns p'ra cá outros p'ra lá...
Manhã cedo, pelo dia adiante, ou ao cair da tarde.
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Agora, sente-se o silêncio.
É a glória das dunas. Aparecem no seu explendor.
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Mas não só elas captam o calor e a luz do sol que teimam em chegar.
Vieram de mais longe.
Atravessaram fronteiras.
Enxameiam Altura...
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São calmos, tranquilos.
Rolotes equipadas.
Sandálias nos pés.
Pernas brancas côr de cal.
Panamá na cabeça.
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Procuram no Inverno o Verão que não têm.
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(Altura - Março 2011)


segunda-feira, 21 de março de 2011

VEM AÍ A PRIMAVERA - PRAIA DE ALTURA / ALGARVE











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Altura - Março 2011
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BARCOS POISADOS NA AREIA DA PRAIA, ESPERAM A HORA DE PARTIR PARA O MAR - PRAIA DE ALTURA - ALGARVE / PORTUGAL

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A Primavera chegou.
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É tempo de sol.
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As andorinhas voltaram e volitam no ar.
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Mas eles, tranquilos, aguardam a faina da noite,
enfrentando aquela que é uma nossa fronteira.
Vão para a pesca.
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Nossa fronteira...
Conquistámos o Mundo!
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Mas, hoje, só dizem: __"É tempo de espera!"

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Altura - Março 2011.
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terça-feira, 15 de março de 2011

O MAR É NOSSO - PRAIA DE S. PEDRO / CASCAIS ...

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2011 - Praia de S. Pedro
Um passeio com uma amiga

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Mundo fora a GUERRA, a INTOLERÂNCIA, e uma NATUREZA que também sabe ser cruel, devastadora e implacável...
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Mas, nós, estamos cá no nosso canto... um Portugal difícil. Vidas complicadas, até mesmo destroçadas...
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Mas, enquanto pudermos deixar que um mar de sonhos e alegrias invada a nossa alma... Esqueçamos as tempestades, e vamos navegando de mansinho no mar que também é nosso.
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terça-feira, 8 de março de 2011

É SÓ PROCURAR NA AGENDA...


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( Imagem retirada da NET) .
Quando miúdos, os anos passam mansamente num mar de despreocupação e alegrias. Mas eis que eles começam a galopar, a atropelar-se e a fugir-nos sem que nos apercebamos disso. Segunda... Domingo... outra vez Segunda...

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Quanta saudade do tempo em que o tempo e a amizade eram coisas simples, sem rodeios, sem medos, sem dúvidas e expontâneas... Coisas que apenas entreviam um sentido da vida sem futuro nem passado. Tempo onde só o presente valia. Presente que estava na boneca que se vestia, no carrinho que se lançava, no avião que partia numa viagem de partilha de alegrias, tristezas, cumplicidades. Já mais tarde, vieram as dúvidas, as incertezas e irreverências da nossa adolescência.

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Tinha acabado o meu trabalho. A ideia bailava-me na cabeça havia tempo. A saudade bateu. Procurei nas agendas mais recentes. Não encontrei. E se naquela mais velhota?!... Procurei-a. Lá estava ela. E ali encontrei o número do telemóvel daquela que, um dia, foi a miúda loira e de olhos verdes do outro lado da rua.

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Marco os algarismos do número que tinha guardado, um a um. Será que ainda... Oiço uma voz do outro lado: __"Sim?!... Quem é?" Aquela já não era a voz da miúda loira. Mas...

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Perfeito deleite!... Fui-me "identificando"... __"OLá, rapariga loira de olhos verdes!... Daqui fala uma tua amiga de há muito e por muitos anos." Do outro lado de lá, a dúvida permanecia. Continuei: __"Cheguei atrasada. Era a aula de preparação para o parto. Todas as grávidas com os seus barrigões já estavam sentadas em círculo no chão. Quando eu entrei, pediste desculpa, levantaste-te num rompante e abraçámo-nos. Aos anos que não nos víamos!..." Ela estava quase lá. Riu-se e disse: __"Continua!" Continuei: __"A Rua C.M. não te diz nada?" Ouço-a exclamar: __"Malay!"

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É isso. É só pegar numa agenda... Hoje, já não estamos do outro lado da rua. Hoje, estamos bastante longe. Mas, quem sabe, possamos continuar uma viagem interrompida. Sim. Agora, é só pegar na agenda.

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Se calhar, não é só com a miúda loira, morena ou ruiva, ou com o rapazito alto e espinafrado ou o gorduchito que era sempre o último a chegar ao coito quando jogávamos às escondidas... Se calhar, já não é só com o amigo que já não mora ao nosso lado... Se calhar, até é com quem está à distância de um : __"Olá, como estás?!... Se calhar podíamos..." E, o tempo, talvez não fugisse tão depressa, por instantes que fossem. Talvez o tempo voltasse a ser o tempo sem futuro nem passado, coisa simples e expontânea, memória guardada numa agenda tornada presente ou, quem sabe, esquecida para sempre...

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